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quarta-feira, dezembro 07, 2005
 
out of hand

devo alguns dias à loucura e algumas noites também. esticando a mão para qualquer lado toco-a ao de leve como uma bolha que me proteje de qualquer coisa escura e triste. fechando os olhos e querendo não ver o passado e prometendo novas luzes para me embrulhar ao quente. levando a língua aos lábios secos que se privam de uma razão primária de auto-preservação. tanta destruição e tanta mentira na pele suave da manhã. carvão e vinho doce. em que tudo faz sentido na incomunicação . em que a confissão se espalha na arrogância e na surdez. na vergonha. e ser e estar em contra-mão no mundo do tempo. o texto promete-me. e deixo ficar aqui as veias duras que me matam as impressões digitais.
 
Comments:
haja esperança! e enquanto por ela se espera e se não espera - dança.
será que a auto-preservação é mesmo uma razão primária? levanto esta interrogação (e nem sei como, pois esta é demasiado pesada para um ser extasiado e fraco). enfim, sobre auto-destruição prefiria não falar. gostaria de poder retribuir a tua confissão com uma outra, mas tendo a divagar - o que fazer? talvez seja melhor assim...
chamada de atenção, contudo, para uma das mais brutais imagens que pude ver ultimamente - "deixar ficar as veias duras que matam as impressões digitais"!! ora aí está algo muito bem esgalhado (ou não, consoante a perspectiva). um beij(o)ão para ti minha querida. estou para aqui a ouvir o novo disco dos Fields of The Nephilim, "Mourning Sun", e só me apetece gritar com o McCoy: straight into the light!...
 
será loucura mesmo? o que é a razão e a normalidade? qual é o barómetro pelo qual se define o que é louco, será o nosso? os loucos não se perguntam se são loucos, e a normalidade de uns não é a dos outros...

como se chega lá é talvez mais importante do que se chegar de facto, que se aprendam as lições pelo caminho e nunca se veja nada como end game, mas sim sabendo sempre que há possibilidades novas e infinitas noutros caminhos ainda não trilhados.

bjs, ana

"George Gray"

I have studied many times,
The marble which was chisled for me,
A boat with a furled sail, at rest in a harbour.

In truth, it pictures not my destination
But my life.

For love was offered me,
And I shrank from its disillusionment.

Sorrow knocked at my door,
But I was afraid.

Ambition called to me,
But I dreaded the chances.

Yet all the while I hungered
For meaning in my life

And now I know that we must lift the sail
And catch the winds of destiny
Wherever they drive the boat.

To put meaning in one's life may end in madness,
But life without meaning is the torture
Of restlessness and vague desire.

It is a boat
longing for the sea
and yet afraid.

Edgar Lee Masters
 
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